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	<title>Cultpop &#187; filmes</title>
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		<title>Lukas Moodysson</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 11:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rubão</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Há um diretor sueco chamado Lukas Moodysson que considero um dos mais curiosos da atual safra, principalmente por causa de dois filmes:  Tillsammans (Bem-Vindos – 2000) e Lilja 4-ever (2002).

O primeiro que assisti foi Tillsammans. O filme é sobre uma comunidade hippie sueca em 1975. Começa com uma pequena comemoração, porque acabara de ser anunciada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Há um diretor sueco chamado Lukas Moodysson que considero um dos mais curiosos da atual safra, principalmente por causa de dois filmes:  Tillsammans (Bem-Vindos – 2000) e Lilja 4-ever (2002).</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-376" title="tillsammans_1" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/12/tillsammans_1.jpg" alt="tillsammans_1" width="285" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">O primeiro que assisti foi Tillsammans. O filme é sobre uma comunidade hippie sueca em 1975. Começa com uma pequena comemoração, porque acabara de ser anunciada a morte de Franco. Confesso que tive um arrepio nesta hora, em ver como a política estava presente no cotidiano daquele grupo – e por que não no cotidiano daquela geração. Mas não é um filme político, no sentido estrito do termo, trata sobre as relações humanas dos moradores da comunidade, baseadas nos conflitos que são gerados pelo modo de vida hippie (liberdade sexual, desapego aos bens materiais, críticos do capitalismo) em confronto com as idéias que viriam a se tornar dominantes com o fim do socialismo e dos sonhos daquela época. Há ótimas situações, como a discussão sobre o fato de um dos personagens andar nu pela casa, outra personagem que tenta convencer seu marido a deixá-la fazer sexo com outro homem, um homossexual que tenta conquistar um rapaz que se diz hétero, a presença de um radical político e por aí vai. A forma como o diretor aborda os temas é respeitosa, tentando mostrar as nuances de cada situação. O que se percebe é que as idéias dominantes (principalmente a noção de individualismo) acabam por predominar na comunidade – para o bem e para o mal. Mesmo com algumas fraturas que ocorrem dentro do grupo, o filme termina bem.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-377" title="Lilja" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/12/Lilja.jpg" alt="Lilja" width="300" height="428" /></p>
<p style="text-align: left;">Lilja 4-ever vi dois anos depois de ter assistido Tillsammans. Fui com o outro filme na cabeça, afinal, acreditava que Lukas Moodysson já tinha um estilo e talvez fosse da forma que filmou Tillsammans. Foi um erro.  Nunca sai tão deprimido de uma sala de cinema. Lilja 4-ever se passa na nossa época. É sobre uma garota, a Lilja do título, mora em algum país do leste europeu, pobre, foi abandonada pela mãe logo no começo do filme. Para se manter começa a se prostituir, quando acha que encontrou sua salvação em um cara amoroso e carinhoso que promete levá-la à Suécia e lhe dar vida de rainha, percebe que o pesadelo podia ficar pior, pois ao chegar lá descobre que entrou no esquema do tráfico de mulheres, torna-se escrava do sexo, tendo seu passaporte retido, prisão domiciliar, um cafetão FDP e por aí vai. Seu único amigo, um garoto de uns 10 anos, morre. E para piorar, no final há a redenção mais sem esperança que já assisti.</p>
<p style="text-align: left;">São dois filmes muito diferentes, se quiser algo que te traga um pouco de fé na raça humana, assista Tillsammans, por outro lado, se quiser algo que te deixe tão mal a ponto de querer ficar chorando encolhido debaixo do chuveiro, assista Lilja 4-ever.</p>
<p style="text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tD7Wv1q-S18&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/tD7Wv1q-S18&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zqrQBJNDMgo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/zqrQBJNDMgo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Sophie Lancaster</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 11:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gláucio Moro</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[curta-metragem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em agosto de 2007, Sophie Lancaster uma garota de 20 anos que morava em Lancashire noroeste da Inglaterra, foi espancada até a morte. Simplesmente porque ela e o namorado, eram góticos e se vestiam como tal.
Sinceramente, isso vindo da Inglaterra, terra de grandes revoluções e variados estilos, é uma vergonha mesmo.
Mas voltando&#8230;a agência &#8220;Propaganda&#8221; produziu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-250" title="sophie-lancaster" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/sophie-lancaster.jpg" alt="sophie-lancaster" width="550" height="236" /></p>
<p>Em agosto de 2007, Sophie Lancaster uma garota de 20 anos que morava em Lancashire noroeste da Inglaterra, foi espancada até a morte. Simplesmente porque ela e o namorado, eram góticos e se vestiam como tal.</p>
<p>Sinceramente, isso vindo da Inglaterra, terra de grandes revoluções e variados estilos, é uma vergonha mesmo.</p>
<p>Mas voltando&#8230;a agência &#8220;<strong>Propaganda</strong>&#8221; produziu um curta-metragem  chamado &#8220;<strong>Dark Angel</strong>&#8220; dirigido pelo premiado francês, <strong>Fursy Teyssier</strong> para contar a história dessa tragédia. A trilha sonora é por conta da banda britânica <strong>Portishead</strong> com a música <strong>Roads</strong>, do álbum <strong>Dummy</strong> e parte da trilha sonora do filme &#8220;<strong>Tank Girl</strong>&#8220;, cd que eu, tenho e acho sensacional.</p>
<p>O curta, que estreeou no dia 26 de novembro de 2009 na MTV, tem como objetivo sensibilizar o público e arrecadar £ 500.000 para a Fundação Sophie Lancaster e ajudar a educar os jovens sobre a tolerância. O vídeo pretende atingir mais de 1 milhão de acessos.</p>
<p>É uma animação muito bem feita e com um conceito maravilhoso também. A causa torna-se até mais forte com esse tipo de atitude. Se todas as pessoas assassinadas de maneira banal fossem lembradas dessa forma, o mundo com certeza teria menos mortes e seria um lugar melhor.</p>
<p>Assista ao curta:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qW2ve6_BkRA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/qW2ve6_BkRA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>O Balconista</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 12:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gláucio Moro</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
O balconista (Clerks) é um marco na cultura pop e nerd. É um filme de 1994 escrito, produzido e dirigido por Kevin Smith.
Basicamente o filme conta um dia na vida dos amigos Dante Ricks (Brian O&#8217;Halloran) e Randal Graves (Jeff Anderson) em New Jersey. Dante é balconista de uma loja de conveniência e Randal trabalha na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-199" title="clerks-1" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/clerks-1.jpg" alt="clerks-1" width="404" height="600" /></p>
<p>O balconista (Clerks) é um marco na cultura pop e nerd. É um filme de 1994 escrito, produzido e dirigido por Kevin Smith.</p>
<p>Basicamente o filme conta um dia na vida dos amigos Dante Ricks (Brian O&#8217;Halloran) e Randal Graves (Jeff Anderson) em New Jersey. Dante é balconista de uma loja de conveniência e Randal trabalha na video locadora ao lado, do mesmo dono.</p>
<p>O interessante é que a história em si é meio pano de fundo para as discussões sobre relacionamentos, quadrinhos, vida  e filmes (quando se diz filmes, se diz Star Wars). A cena sobre os trabalhadores autônomos da segunda estrela da morte é hilária.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-198" title="clerks-2" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/clerks-2.jpg" alt="clerks-2" width="445" height="335" /></p>
<p><strong>Curiosidades</strong></p>
<p>O filme foi todo rodado em preto e branco, devido ao orçamento baixissímo da época. Reza a lenda que Smith vendeu sua coleção de quadrinhos e pediu dinheiro emprestado para finaciar o filme.</p>
<p>A trilha sonora é muito boa também. Tem nomes como Bad Religion, Alice in Chains e Soul Asylum. Inclusive o mais caro do filme foram os direitos dessas músicas.</p>
<p>A loja de conveniência do filme era o local aonde Kevin trabalhava de verdade.  É possível notar que várias tomadas internas foram feitas a noite para aproveitar o tempo e não atrapalhar o funcionamento da loja na vida real. A justificativa no filme é que a porta da loja estava com chiclete e não abria. Tudo isso para não mostrar a rua a noite de dentro da loja.</p>
<p>Kevin também faz um papel no filme. Ele é o &#8220;Silent Bob&#8221; e atua com seu amigo Jay (Jason Mewes). São dois traficantes locais e o ponto deles é na porta da loja.</p>
<p>Ah, vale a pena também dizer que Randal Graves foi eleito um dos 100 melhores personagens do cinema de todos os tempo pela revista Empire.</p>
<p>Enfim, vale a pena assistir até porque o filme abriu as portas para o Kevin Smith, e para os personagens que compoe o mesmo universo em seus outros filmes. Veja o trailer do filme.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RNd8nvnmhyM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/RNd8nvnmhyM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Ah..ia quase me esquecendo&#8230;isso é apenas para quem viu o filme, ok? Clerks tem um final alternativo horroroso que graças a deus foi cortado. Para quem quiser ver, ele está aqui:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/d1le7VzB8P8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/d1le7VzB8P8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Sobre Café e Cigarros</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rubão</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em tempos de lei antifumo nada melhor que Jim Jarmusch, mais precisamente um de seus filmes, chamado aqui no Brasil de “Sobre Café e Cigarros” (Coffee and Cigarettes – 2003). Para os fumantes é um alento – ainda mais assistindo o filme com um cigarrinho na mão.  O filme é composto por 11 curtas, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-155" title="coffee_and_cigarettes" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/coffee_and_cigarettes.jpg" alt="coffee_and_cigarettes" width="463" height="470" /></p>
<p>Em tempos de lei antifumo nada melhor que Jim Jarmusch, mais precisamente um de seus filmes, chamado aqui no Brasil de “Sobre Café e Cigarros” (Coffee and Cigarettes – 2003). Para os fumantes é um alento – ainda mais assistindo o filme com um cigarrinho na mão.  O filme é composto por 11 curtas, o contexto é sempre o mesmo: uma mesa, café e cigarros. Em cada curta há discussões das mais inusitadas e geralmente entre dois personagens. O elenco é esquizofrênico, tem Cate Blanchett, Roberto Benigni, Bill Murray, Alfred Molina (o Maurício do Triângulo), Steve Buscemi, Steve Coogan, Jack White, Meg White (tão boa atriz quanto baterista), dois do Wu-Tang Clan, Iggy Pop, Tom Waits entre outros. Com poucas exceções, os atores interpretam eles mesmos.</p>
<p>Há diálogos primorosos:</p>
<p><em>“Almoçar apenas café e cigarros não é muito saudável”.</em></p>
<p>Ou</p>
<p><em>“Sabia que a nicotina é usada em inseticidas para matar insetos?”</em></p>
<p><em>“Se é para matar insetos é bom, certo?”</em></p>
<p>Ou na conversa entre Tom Waits e Iggy Pop (meu curta favorito), em que ambos se vangloriam por terem largado o cigarro, até que Tom Waits solta:</p>
<p><em>“Agora que parei de fumar, posso fumar um só, porque eu parei! É como uma jóia!”</em></p>
<p>No entanto, não é uma apologia ao cigarro, o que permeia todos os curtas é uma aura de incomunicabilidade naquelas conversas do dia-a-dia sem importância alguma (sabe quando você encontra um amigo nem tão amigo assim do colégio, em que depois do “Ah, como vai?”, “O que anda fazendo?”, há aquele silêncio desconfortável?), uma tensão no ar &#8211; mas sem explosões, são pequenos desentendimentos não consumados.  Mas, importante, sempre com humor.</p>
<p>Enfim, recomendo. Porque, como não poderia deixar de ser, café e cigarros (e cinema) vão bem juntos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-156 aligncenter" title="Tomwaitsiggypop" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/Tomwaitsiggypop.jpg" alt="Tomwaitsiggypop" width="540" height="390" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-157" title="alfredmolina" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/alfredmolina.jpg" alt="alfredmolina" width="540" height="361" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-158" title="jackmeg" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/jackmeg.jpg" alt="jackmeg" width="553" height="370" /></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/eJmGCUDA3Q8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/eJmGCUDA3Q8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Há um lugar reservado no inferno para aqueles que desperdiçam um bom whisky</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 04:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rubão</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
Acabei de assistir Bastardos Inglórios, o novo de Tarantino. Ele deve ser um dos diretores mais cultuados dos últimos 15 anos. Todos os elementos de seu cinema estão lá: referências que pululam na tela, codinomes maneiros, aquela musiquinha irritante e bacana dos seriados dos anos 70, diálogos bem elaborados, uma bela montagem, uma história imprevisível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-71" title="inglorius" src="http://www.cultpop.com.br/cultpop/wp-content/uploads/2009/11/inglorius.jpg" alt="inglorius" width="400" height="587" /></p>
<p>Acabei de assistir Bastardos Inglórios, o novo de Tarantino. Ele deve ser um dos diretores mais cultuados dos últimos 15 anos. Todos os elementos de seu cinema estão lá: referências que pululam na tela, codinomes maneiros, aquela musiquinha irritante e bacana dos seriados dos anos 70, diálogos bem elaborados, uma bela montagem, uma história imprevisível e improvável, a cortesia que precede a violência e até Hitler e Goebbels dão o ar da graça.</p>
<p>A história do filme todo mundo já deve conhecer, se passa durante a ocupação alemã na França e blá blá blá, se não souberem, uma busca rápida no Google deve resolver o problema.</p>
<p>Uma coisa que chama atenção é o tratamento não maniqueísta que foi dado à história. O diretor nos tira do porto seguro da História (com H maior) e da forma como a Segunda Guerra costuma ser tratada no cinema, com os lados bem definidos. Não há um lado bom e um lado mal, são todos filhos da puta cínicos (diferente de um filme de guerra que adoro, Além da Linha Vermelha, em que todos são vítimas). Isso fica implícito no bigodinho à moda de Hitler do personagem americano de Brad Pitt, em seu discurso nazista anti-nazi, na barbárie do seu grupo de extermínio formado por judeus americanos, Os Bastardos, em que o “modus operandi” não difere de seu correlato alemão, um “Caçador de Judeus”, igualmente cruel e cuzão – pensei em usar a palavra “inescrupuloso”, mas o cara é cuzão mesmo.</p>
<p>Ao tratar todos como canalhas – provavelmente na guerra sejam canalhas mesmo – em que as posições a se defender não têm relevância, nem a maldita “liberdade” dos americanos, nem o maldito projeto nazista, e o mais importante, nem o sofrimento alheio, o que sobra é a violência pela violência, estilizada com um mar de referências da cultura pop.</p>
<p>No entanto, quando somos levados ao clímax do filme, que se passa justamente em uma sala de CINEMA, é como se Tarantino, brincando de metalinguagem, nos dissesse: “Qual é, vocês não vão levar isso a sério, certo? É só fantasia”.</p>
<p>Será?</p>
<p>Vale uma passada no cinema.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/i_7D7TG-Irc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/i_7D7TG-Irc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>PS1: A piada sobre a ignorância dos americanos em não saber mais de uma língua é ótima.</p>
<p>PS2: A cena final na sala de cinema vai lembrar outros filmes de guerra, mas com os papéis invertidos.</p>
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		<item>
		<title>Ken Loach e Cantona</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rubão</dc:creator>
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<p>Atualmente um dos poucos diretores que me faz ficar contando os dias para as estreias de seus filmes é o inglês Ken Loach. Nascido entre as duas grandes guerras, esquerdista desde a época em que ser comunista ainda tinha força como um conjunto de ideias capazes de mudar o mundo – o que não significa que ele se renda à tentação de realizar críticas fáceis ou não se dê conta da complexidade das relações desse planeta estranho. Fez filmes que tratam de temas urgentes: imigração, desemprego, situação da classe trabalhadora, 11 de setembro, um tributo a guerra civil espanhola e por aí vai. Só para listar alguns essenciais: Terra e Liberdade, Kess, Mundo Livre,  Pão e Rosas, Meu nome é Joe, Ventos da Liberdade e, o motivo desse post, <strong>Á Procura de Eric</strong>.  </p>
<p>O Eric do título, além de ser o nome do protagonista, também é o  primeiro nome de nada mais que o ex-jogador-francês-do-manchester-united-e-maluco, Eric Cantona.  Talvez se explique a “coincidência” dos nomes, por Eric Cantona – atuando como o ex-jogador-francês-do-manchester-united-e-maluco, Cantona – ser algo como um alter ego de Eric. Para quem não se lembra do ex-jogador-francês-do-manchester-united-e-maluco, Cantona, dêem uma olhada no vídeo de uma de suas proezas.</p>
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<p>Após a voadora, ele chegou à entrevista coletiva, sentou e falou:</p>
<p><em>“Quando as gaivotas seguem um pesqueiro, é porque elas pensam que as sardinhas serão atiradas ao mar”.</em></p>
<p>Levantou e foi embora. Doidaço. Claro que o rapaz não era só isso, foi um dos atacantes mais adorados do time inglês.</p>
<p>Voltando ao filme, ouso dizer que é um dos mais otimistas de Ken Loach, para quem gosta de futebol vai adorar as piadas sobre o esporte. O filme consegue criar aquela combinação mágica entre ternura, dor e momentos hilários. Sem contar o tratamento temático que dá aos <em>“companheiros”</em>  (no velho e bom sentido do termo) de trabalho de Eric, os diálogos fantásticos entre Eric e Cantona e o final que beira a redenção – mas muito distante da redenção no sentido hollywoodiano do termo.</p>
<p> Vale conferir. Passou na Mostra de SP deste ano e já está em cartaz naqueles poucos bons cinemas.</p>
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